domingo, 6 de setembro de 2015

 

Devemos dar o dízimo?


Este estudo, tem como propósito mostrar a verdade sobre a lei dos dízimos, e se eles estão presentes como ordenança no Novo Testamento. Sim, porque uma coisa é a escritura no Novo Testamento citar a palavra dízimo, e outra coisa é ela citar como  preceito e ponto de doutrina da igreja. Temos vários exemplos disso nas Escrituras do Novo Testamento, práticas e costumes que são citados nela e não são observados por todas as igrejas cristãs, como por exemplo: o ósculo (Rm 16.16; 1 Ts 5.26), o lava pés (Jo 13.5-8), o batismo pelos mortos (1Co 15.29), a circuncisão (Gl 6.12), o uso do véu para as mulheres (1 Co 11.6), o orar com a cabeça coberta (1Co 11.7), a guarda da lei e do sábado (Rm 7.14). Todas essas coisas são citadas no Novo Testamento, e se não observássemos o contexto histórico e cultural, e se não observássemos as regras de hermenêutica para interpretar as Escrituras, seríamos obrigado a observar todas essas coisas! Mas, como seguimos a recomendação de Jesus que diz: “Examinais as Escrituras, porque pensais ter nelas a vida eterna. E são essas Escrituras que testificam de mim” (Jo 5.39), não somos enganados por falsos mestres e falsos ensinos, mas “antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus” (2Co 2.17b). 
Mas o que a Bíblia diz sobre os dízimos afinal? Eles são citados no Antigo e Novo Testamentos, portanto devemos observá-lo? A minha resposta é um sonoro NÃO! E para isso, demonstrarei de maneira bem clara o que a Bíblia diz sobre ele, o dízimo.
Este estudo está organizado em cinco pontos que considero importantes para elucidar a questão do dízimo nas Escrituras. Eis os cinco pontos:

1° O significado: Como esse primeiro ponto trás o significado etimológico do termo,  trago aqui a definição dada pelo Teólogo Russel Norman Champlin, que diz: “No Antigo Testamento temos duas palavras:  1. Azar, dez, décima parte. Com o sentido de dízimo aparece por sete vezes (Gn 28.22; Dt 14.22; 26.12; 1° Sm 8.15; Ne 10.37,38), A raiz original desse termo significa acumular um dígito, ou seja, um décimo.  2. Maaser, décima parte, palavra usada por trinta e duas vezes, conforme se vê em Gn 14.20; Lv 27.30-32; Nm 18.24,26; Dt 12.6,11,17; 2°Cr 31.5,6,12; Ne 10.37,38; Am 4.4; Ml 3.8,10. No Novo Testamento há duas formas verbais e uma nominal a saber: 1. Dekatóo, dar uma décima parte, dizimar, que aparece somente por duas vezes: (Hb 7. 6,9). 2. Apodekatóo, dar uma décima parte, dizimar, e que no grego é uma forma composta da primeira, e que figura por três vezes: (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.5). 3. Dekáte, décimo, uma forma ordinal, usada apenas em (Hb 7. 2,4,8,9).” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Vol. 2 d-g; Pg. 201;  Edit. Candeia).

2° O que era dizimado? Os dízimos não eram em dinheiro, mas sim do produto do campo, ele era agrário e não monetário.

“Certamente darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que cada ano se recolher do campo”(Dt 14.22);

“Quando acabares de separar todos os dízimos dos produtos do terceiro ano, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e a viúva, para que comam e se fartem nas tuas cidades” (Dt 26.12);

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma benção tal, que vos advenha a maior abastança. Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.10,11).

Talvez alguém diga: - Mas não havia dinheiro naquela época, por isso os dízimos eram os produtos do campo! Mas esse argumento não resiste a acareação com a Bíblia, pois vemos que desde os tempos de Abraão já existiam transações comerciais envolvendo o dinheiro. O próprio Abraão, comprou um terreno com uma caverna para sepultar sua esposa Sara (Gn 23.7-20); Também Jacó, depois de se acertar com o seu irmão Esaú, comprou um terreno próximo da cidade de Siquém por cem peças de prata (Gn 33.18,19). 

3. Para quem era ofertado ou entregue o dízimo? O dízimo era ofertado ou entregue aos levitas. Eles possuíam o direito de receberem e viverem dos dízimos da comunidade.
“Um sacerdote, filho de Arão, deve estar com os levitas quando estes receberem os dízimos, e os levitas devem trazer o dízimo dos dízimos ao templo do nosso Deus, aos depósitos do templo” (Ne 10. 38,39).
Portanto, pastor algum tem o direito de cobrar os dízimos de sua congregação, pois isso cabia aos levitas, da tribo de Levi e, era uma ordenança que fazia parte da Torá (lei) e da antiga aliança que foi cravada na cruz (Cl 2.14).
Com base nisso, podemos afirmar claramente que os dízimos que são dados hoje nas igrejas, nada possuem de semelhança aos dízimos contidos nas Escrituras, pelo contrário, atualmente os dízimos servem apenas para a construção de prédios luxuosos, ostentação de pastores e líderes evangélicos, que torcem as Escrituras para o enriquecimento próprio, fazendo de suas igrejas balcões de negócios e casa de Belial. Poucas e raras são as exceções.
Alguns, no desejo de defender seus líderes e a manutenção dos dízimos na nova aliança, podem argumentar que Jesus sancionou os dízimos na nova aliança quando disse o seguinte: “Ai de vós, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Dai o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciais o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. Devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt 23.23). Jesus não mandou dar o dízimo? Mandou. Mas quem ele mandou dar o dízimo? Os mestres da lei e os fariseus! Devemos nos lembrar que Jesus veio para cumprir TODA  A LEI, e o dízimo era uma ordenança da LEI, sendo assim, Jesus estava obrigado como judeu, como um seguidor fiel da lei a cumprir a ordenanças do dízimo. Também é necessário dizer, que como ele ainda não tinha sido crucificado, e portanto não tinha mudado o testamento (da antiga aliança para a nova), todos os preceitos do antigo testamento estavam em vigor.

4° Qual era o propósito ou finalidade dos dízimos? Os dízimos tinham um propósito especial. Sustentar os levitas (judeus da tribo de Levi), que ao contrário dos seus irmãos foram privados de herança (terras da conquista de Canaã. Ver: Nm 18.20).
“Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço da tenda da congregação” (Lv 18.21).
Naquela época, o templo do Senhor, além possuir o santuário para adoração, possuía também depósitos, que funcionavam como um grande armazém onde eram estocados os dízimos e depois distribuídos aos levitas e aos pobres necessitados:

“Um sacerdote, filho de Arão, deve estar com os levitas quando estes receberem os dízimos, e os levitas devem trazer o dízimo dos dízimos ao templo do nosso Deus, aos depósitos do templo. Aos depósitos os filhos de Israel e os filhos de levi devem trazer ofertas alçadas dos cereais, do vinho, e do azeite, porque se encontram ali os utensílios do santuário, como também os sacerdotes que ministram, os porteiros e os cantores. Não negligenciaremos o templo do nosso Deus”(Ne 10.38,39);

“Também soube que as porções dos levitas não lhes foram dadas, de maneira que os levitas e os cantores que faziam o serviço tinham retornado cada um para as suas terras. Assim repreendi os magistrados e lhes perguntei: Por que se negligenciou o templo de Deus? Então eu os ajuntei e os reintegrei nos seus postos. Todo o Judá trouxe os dízimos do grão, do vinho e do azeite aos celeiros. Por tesoureiros dos depósitos pus a Selemias, o sacerdote, a Zadoque, o escrivão, e a Padaías, entre os levitas; como assistente deles a Hanã, filho de Zacur, filho de Metanias, pois foram achados fiéis, e se lhes encarregou a responsabilidade de distribuírem as porções a seus irmãos” (Ne 13. 10-13).

“Os sacerdotes levitas e toda a tribo de levi não terão parte nem herança em Israel; viverão das ofertas queimadas ao Senhor e daquilo que lhes é devido” (Dt 18.1).

“Quando acabares de separar todos os dízimos dos produtos do terceiro ano, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e a viúva, para que comam e se fartem nas tuas cidades” (Dt 26.12).

5° Com que frequência era dado o dízimo?  Ao estudarmos a palavra de Deus, vemos que os dízimos não eram mensais, mas anuais. Vemos também que existia um dízimo que era dado a cada três anos, que tinha por finalidade ajudar os pobres e necessitados.
Dízimo anual e não mensal:

“Certamente darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que cada ano se recolher do campo” (Dt 14.22);

Dízimo a cada três anos:

“Quando acabares de separar todos os dízimos dos produtos do terceiro ano, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e `a viúva, para que comam e se fartem nas tuas cidades” (Dt 26.12).

Bom, pelo que podemos ver até aqui, existe uma grande confusão sobre o que era, para quem era, e com que frequência era dado o dízimo. Essa confusão se dá por vários motivos: Falta de estudo da palavra de Deus e desinteresse por partes dos crentes, Oportunismo por parte de alguns líderes que só pensam em construir impérios pessoais, e legalismo cristão, ou seja, pessoas que precisam estar presos a lei para se sentirem salvos e resgatados por Deus.
O dízimo está cravado na cruz, como o sábado, a circuncisão e todo o sistema de leis da antiga aliança do Sinai. Se os pastores evangélicos querem a manutenção dos dízimos porque ele é citado e cobrado no Antigo Testamento, porque não guardam o sábado também? Porque não praticam a circuncisão ou não observam todos os demais preceitos da lei?  É porque querem apenas a parte boa do Antigo Testamento, só a parte que lhes interessa, o que lhes é pesado ou difícil de observar rejeitam.
Espero que este estudo possa ter lhe ajudado a entender o real significado do dízimo nas Escrituras e que Deus possa lhe abençoar grandemente!
Sola Scriptura!
Pr. Igor de Moura Cogoy

8 comentários:

Marcelo Cogoy disse...

Muito bom e elucidativo estudo, tenho o mesmo entendimento sobre essa questão, acho muito triste ver tantas pessoas enganadas a vida toda, muitas vezes passando privações enquanto seus líderes banqueteiam-se com seus dízimos e ofertas.

Igor Cogoy disse...

Verdade, enquanto muitos irmãos estão lutando a cada dia para sobreviver, seus líderes trocam de carro, vão a restaurantes finos e gastam os dízimos a seu bel prazer!

jacqueline Alves disse...

Parabéns primo!!! Eu sempre tive dúvidas sobre esse assunto.

Igor Cogoy disse...

Obrigado prima! É sempre bom saber quando o trabalho está sendo bem feito, especialmente quando se trata da palavra de Deus! Abraço!

Fabio Muller dos Reis disse...

O novo testamento não é um livro de regras e leis, e sim de princípios.

1 - O fato de Alguns lideres fazerem mal uso de algo, não significa que tal prática seja errada, o argumento então perde a sua valia. Se formos por este lado, teríamos que rasgar as escrituras, pois o seu mal uso é constante.

2 - O fato de se tratar pouco do assunto no NT é explicado pela pratica dos judeus em dizimar, ou seja, não seria necessário doutrina-los quanto a isto.

3 - Dizimo não era somente do produto da terra, Abraão antes da lei dizimou do despojo (do que sobrou como premio de guerra) a Melquisedeque.

4 - O dizimo esta presente, antes da lei, depois da lei, e Jesus faz menção no NT. Jesus falou sobre a pratica de fato aos judeus e fariseus. Jesus era Mestre, ou seja Rabino, com isso, dava a interpretação da lei, sendo assim se a prática de fato fosse algo contrario, certamente Jesus os repreenderia, o que não foi feito.

5 - Volto a afirmar, a nova aliança ou seja o novo concerto, não se basei em leis e sim em princípios, o fato de não ser dizimista, não ocorre em punição, porém, o dizimo dado com um coração voluntarioso, sem querer "trocar" com Deus, não penso e nem vejo base bíblica que se opõe a isto.

6 - Não considero dizimo um mandamento, embora o faço com um coração livre, entendendo que pra mim, é uma forma de me disciplinar a poder contribuir.

7 - O fato do dizimo não esta atrelado em ser ou não pecado, em fazer ou não fazer, certo ou errado, o que talvez Deus espere de nós, é um coração voltado a Ele, inclusive no que diz respeito ao bolso.

Em suma, eu sou dizimista, penso que o dizimo é um ponto de partida com relação a contribuição, ou seja é um parâmetro, somos mordomos de Deus, tudo é Dele, nós apenas administramos o que ele nos permite ter em mãos, inclusive contribuindo monetariamente com o Reino. Não julgo quem o não faz, penso que é algo pessoal, não vejo refutação bíblica para a prática, não considero quem deixa de fazer um pecador inveterado.

A graça e a paz do Nosso Senhor e Salvado Jesus. nEle.

Igor Cogoy disse...

Muito obrigado Fabio por participar aqui no blog!
Quero contudo expressar minha opinião quanto as suas considerações:
1°"O fato de Alguns lideres fazerem mal uso de algo, não significa que tal prática seja errada"
Como assim? Se está sendo exposta ou ensinada de maneira errada, é errado! Por tanto deve ser corrigida e demonstrada a forma correta de interpretar o texto.
2° "O fato de se tratar pouco do assunto no NT é explicado pela pratica dos judeus em dizimar, ou seja, não seria necessário doutrina-los quanto a isto."
Ou que tal mandamento não fizesse mais parte da nova aliança! Seu argumento me permite seguir o mesmo caminho só que do sentido contrário. Mas ele peca no seguinte: Os judeus estavam acostumados com a prática, mas os gentios não! por tanto haveria a nescessidade de Paulo os doutrinar com relação a isso, mas ele não o fez! E lembre-se que Paulo afirma ao cristãos de Éfeso, que durante os três anos que esteve com eles, nunca deixou de lhes anunciar algo que fosse proveitoso (At 20.20,27).
3° "Dizimo não era somente do produto da terra, Abraão antes da lei dizimou do despojo (do que sobrou como premio de guerra) a Melquisedeque."
Amigo, aqui não podemos usar um verso isolado para justificar uma doutrina, Se você perceber, o dízimo de Abraão não foi cobrado, foi dado. E não foi do seu trabalho e sim do despojo de guerra, algo típico dos povos da região. Quando surge a lei do dízimo, ele é totalmente agrário! Não há como negar isso! Já existia comércio e tudo mais, mas ele foi estabelecido assim porque tinha um propósito.
4° "O dizimo esta presente, antes da lei, depois da lei, e Jesus faz menção no NT. Jesus falou sobre a pratica de fato aos judeus e fariseus. Jesus era Mestre, ou seja Rabino, com isso, dava a interpretação da lei, sendo assim se a prática de fato fosse algo contrario, certamente Jesus os repreenderia, o que não foi feito."
Quanto a esse ponto eu explico no meu texto, não sendo nescessário mais nenhuma consideração. Jesus veio para cumprir a lei!
5° "Volto a afirmar, a nova aliança ou seja o novo concerto, não se basei em leis e sim em princípios, o fato de não ser dizimista, não ocorre em punição, porém, o dizimo dado com um coração voluntarioso, sem querer "trocar" com Deus, não penso e nem vejo base bíblica que se opõe a isto."
Nisso concordo com você! O que vale são os princípios e como o princípio do dízimo era a manutenção dos levitas, que não fazem parte do sistema evangélico, ele pode e foi substituído pelas ofertas, como no caso dos irmãos da Macedônia, que foram elogiados por Paulo (2 Co 8.1-9). Claro que não considero pecado dizimar, entendo que a obra precisa de ajuda financeira, o que combati foi o uso das Escrituras por obreiros fraudulentos e desonestos. Mas volto a dizer aqui, com base nas escrituras que o dízimo foi abolido e que o que vale para Deus, é o coração disposto a ofertar, pois Deus ama o que dá com alegria (2Co 9.6,7). Perceba aqui, que Paulo diz: "cada um contribua segundo propôs no seu coração! (Não com dez por cento!).
6. "Não considero dizimo um mandamento, embora o faço com um coração livre, entendendo que pra mim, é uma forma de me disciplinar a poder contribuir."
Bom, nisso concordo, cabe a cada um decidir como abençoar a obra, desde que se tenha em mente, que o mandamento foi abolido na cruz.
Em fim, o que desejo que fique claro aqui, é que não sou contra a colaboração financeira na obra, mas sim com o legalismo e hipocrisia das lideranças evangélicas, que pegam do Antigo Testamento, só o que lhes convém!
Como ministros de Deus devemos zelar pelas ovelhas e pela verdade da palavra de Deus! Não podemos camuflar ou desviar o sentido dos textos bíblicos, mas devemos pregar a verdade.
Mais uma vez, obrigado por colaborar no meu blog, foi uma honra receber sua visita!
Deus o abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy

Fabio Muller dos Reis disse...

Ok Igor de Moura...1°"O fato de Alguns lideres fazerem mal uso de algo, não significa que tal prática seja errada"
Como assim? Se está sendo exposta ou ensinada de maneira errada, é errado! Por tanto deve ser corrigida e demonstrada a forma correta de interpretar o texto.

Não me referi ao ensino e sim a prática, ou seja, mesmo que não seja dizimo, que seja contribuição como bem o amado disse, temos que fazer, e se alguém faz mal uso deste recurso, não significa que a prática seja errada...

Continuo pensando que o dizimo para nós hoje é apenas um parâmetro, ou seja, um ponto de partida com relação a contribuição. Se considero a graça superior a lei, e cumprindo assim a lei devolveria a décima parte, quanto mais penso com relação aqueles que estão na graça, não fazendo por tristeza ou obrigação, mas com singeleza de coração.

O verso que me referi ao dizimo de Abraão, a ênfase não esta no produto e sim na prática, que veio antes da lei, assim também como Caim e Abel o fizeram, e o produto no texto de Abraão se torna relevante, pois Deus o aceitou antes da lei, se o aceitou, e não era um produto do campo, vejo que, o que se dizima, seja em grãos, seja em valor monetário é aceito por Deus, pois a ênfase não está naquilo que se oferta, mas no propósito com que se oferta...A oferta de Caim foi rejeitada pq este era do maligno, e não por aquilo que ofertou...1jo 3:12 - E não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e assassinou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas.

No mais é isto, um abraço, a Graça e a paz do Senhor Jesus.

Igor Cogoy disse...

Certo Fabio Muller! É sempre um prazer contar com sua participação, mesmo sendo para discordar he he. Mas, se você observar o meu texto sobre a validade dos dízimos, não discuti a intenção dos ofertantes, mas a má fé dos que cobram e distorcem as Escrituras com o objetivo de enriquecer.
Também combati o ensino que o dízimo faz parte da Nova Aliança,e isso amado, você não conseguiu provar. Depois, quanto ao dízimo de Abraão, ele foi algo isolado nas escrituras, que como já disse era uma prática de toda a região e não só dos que temiam a Deus.E não podemos nos esquecer que Abraão não deu o dízimo de suas riquezas, e sim do despojo que ele nem quis ficar com ele, mas deu aos seus guerreiros (Gn 14.23,24).
O dízimo como mandamento (obrigatório), era agrário sim! e não monetário. Isso meu irmão você pode comprovar pelas escrituras, como já afirmei aqui e no estudo publicado, já existia transações comerciais envolvendo moeda,ouro, prata e etc. mas o dízimo foi estabelecido agrário e isso não se pode negar! A não ser que o irmão me mostre pelas Escrituras que eu estou errado e que o dízimo envolve finanças.
O que me preocupa com a teologia de nossos dias, é que muitos estão fazendo teologia pelo que entendem, acham, e deduzem por si, e não pelo que está escrito! Devemos seguir o conselho de Paulo: "Ora, irmãos, apliquei essas coisas figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós, para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito" (1Co 4.6).
Para finalisar o assunto, quero deixar claro que não condeno quem deseja dizimar, desde que não o faça por medo ou por achar que é obrigado, pois como já mostrei no estudo, o dízimo foi abolido junto com a lei, ficando é claro o princípio de ajudarmos a obra do Senhor não com apenas dez por cento ou por qualquer quantia estabelecida, mas segundo o propósito estabelecido no coração (2Co 9.7).
Deus o abençoe!
Pastor Igor de Moura Cogoy